Os atletas de esports dedicam menos de 40% do tempo de jogo ao treino efetivo — o equivalente a 7,8 horas semanais. É o que conclui um estudo da Universidade Técnica de Darmstadt, publicado na revista PLoS ONE, que inquiriu 1.835 jogadores de títulos como League of Legends, Counter-Strike e FIFA.
Com idades entre os 13 e os 47 anos (média de 20,9), os jogadores passam 20 horas semanais em frente ao ecrã, mas apenas 38,85% desse tempo é dedicado à melhoria deliberada de competências. A motivação para evoluir é o principal motor do treino, mais do que o simples prazer de jogar.
Os investigadores propõem um modelo de desempenho que cruza ciência do desporto e dos jogos digitais, identificando seis fatores críticos: capacidades físicas, coordenativas, cognitivo-estratégicas, psíquicas, sociais e mediáticas.
“Cada jogo exige um perfil de competências específico”, explicam Eugen Nagorsky e Josef Wiemeyer, autores do estudo. Enquanto a precisão é crucial em Rocket League e CS, a resistência física é consistentemente desvalorizada — apesar de 57% dos jogadores praticarem exercício.
Fonte: Nagorsky, E., & Wiemeyer, J. (2020). The structure of performance and training in esports. PLoS ONE, 15(8), e0237584. https://doi.org/10.1371/journal.pone.0237584